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Ex-aluno que virou diretor, Fredy Destro mostra como levou escola ao topo do ensino

8 de dezembro de 2024
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Ex-aluno que virou diretor, Fredy Destro revela como levou escola ao topo do ensino
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Luiz Frederico Faia Destro tem 35 anos de idade e trabalha como professor desde 2010 (Foto: Arquivo Pessoal)

Não basta ser professor, é necessário amar a profissão. A arte de ensinar pode ser um desafio e, desde 2010, Luiz Frederico Faia Destro, carinhosamente chamado de “Fredy” pelos alunos, desempenha a função com dedicação e resiliência.

Com 35 anos de idade, Fredy é casado com Maria Fernanda de Souza Cruz Destro e tem um filho que se chama João Francisco Destro, de 16 anos. É graduado em Enfermagem através da Universidade de Marília (Unimar), tem mestrado em Educação através da Universidade Paulista (Unip) e tem licenciatura em Ciências Físicas e Biológicas.

Hoje diretor da Escola Estadual Cultura e Liberdade – o famoso Cene de Pompeia -, Fredy comprova na prática que o ensino público funciona e tem qualidade. Referência no Estado, a unidade é a maior da área e conta com cursos técnicos integrados ao ensino médio.

Fredy também foi estudante do ‘Cene’, em Pompeia (Foto: Arquivo Pessoal)

Por causa da alta demanda de matrículas, a escola passa por obras de ampliação e preza através da capacitação profissional como fórmula de sucesso para os alunos que concluem o ensino médio. Na entrevista da semana, Fredy mostra que foi estudante da escola em que atualmente conduz a direção. “Minha trajetória foi toda em escola pública”, conta.

***

MN – Quanto tempo fica trabalhando no Cultura e Liberdade e quanto tempo age como diretor? Nos conte um pouco sobre o começo da sua trajetória como professor em Pompeia.

FREDY – Comecei no Cultura e Liberdade no dia 10 de agosto de 2010. Nesta época, ainda fazia faculdade de graduação e permaneci no Cultura como professor eventual (substituto), até 2012, quando prestei o concurso público para docente da rede paulista. Fui aprovado em dois cargos: professor de Ciências e de Biologia. Em 2013, fui nomeado professor de Ciências Físicas e Biológicas na Escola Estadual Dona Vitu Giorgi, em Oriente, onde trabalhei até 2015. Depois, participei do processo seletivo de coordenador pedagógico da Escola Estadual Cultura e Liberdade, sendo aprovado e designado através da supervisora Luzia Amalia Fantin e diretora Kátia Marisa Palacio.

Fredy na época em que cursava Enfermagem, em Marília (Foto: Arquivo Pessoal)

MN – Você também trabalhou em Marília?

FREDY – Em 2017, fui convocado nesta sessão de escolha para outro cargo – professor de Biologia -, sendo nomeado através da diretora da Escola Estadual Monselhor Bicudo de Marília, Sueli Batisteti. Permaneci em Marília até 2019, quando fui transferido outra vez para a Escola Estadual Dona Vitu Giorgi em Oriente. No mesmo ano de 2017, fui convidado para assumir o cargo de vice-diretor da escola Cultura e Liberdade, função que exerci até 2023. Foram seis anos de muitas experiências e desafios, momentos difíceis na carreira, mas como sou cristão e acredito muito em Deus, com ajuda da família, todos os obstáculos foram vencidos. No fim de 2023, a Secretaria de Estado da Educação abriu processo seletivo para o cargo de diretor de escola do Cultura, através da aposentadoria da diretora Kátia Palacio, e resolvi fazer parte. No dia 14 de dezembro 2023, foi divulgado através da Secretaria minha aprovação e fui nomeado através da dirigente regional de ensino, Ana Luiza Bernado Guimarães, para atuar como diretor do Cultura e Liberdade, em Pompeia.

MN – Você é nascido em Pompeia? Como foi sua formação?

FREDY – Sim. Toda minha trajetória no ensino básico foi em escola pública em Pompeia, iniciado na Emei Sonho de Criança, depois Emef de Pompeia (Grupão) e também fui estudante do Cultura e Liberdade, no ensino fundamental II e ensino médio. Já o ensino superior realizei na Universidade de Marília (Unimar).

Professor tem trajetória marcada em escolas estaduais (Foto: Arquivo Pessoal)

MN – O que te motiva na educação hoje?

FREDY – Esperança, através do fato de que a educação pode transformar vidas, pessoas, e pessoas transformam um mundo. E como tenho filho, quero que ele esteja vivendo num mundo muito melhor do que este [se emociona].

MN – O Cultura e Liberdade tem quantos alunos matriculados atualmente?

FREDY – É a maior escola de Bauru até Panorama, e também a que mais cresce em todo centro-oeste paulista. Temos hoje 1,2 mil estudantes matriculados, oriundos de Marília, Oriente, Pompeia, Quintana, Herculândia, Tupã e Queiroz. Atendemos as seguintes modalidades: ensino fundamental II, ensino médio e ensino médio integrado com os cursos técnicos profissionalizantes em Agronegócio, Logística, Gestão, Eletroeletrônica e Mecânica, além de cursos do Centro de Estudos de Línguas de Espanhol e Inglês – único da área com 250 estudantes – e educação especial para estudantes elegíveis.

MN – A escola é referência em ensino médio integrado aos cursos técnicos?

FREDY – Sim, nossa escola tem algumas parcerias, entre elas, o Serviço Nacional de Conhecimento Industrial (Senai) Shunji Nishimura, sendo a única escola pública do Estado de São Paulo que disponibiliza para os alunos cinco cursos técnicos.

Fredy no começo da carreira como professor (Foto: Arquivo Pessoal)

MN – Como foi seu diálogo com o secretário de Estado da Educação, Renato Feder, para pedir a ampliação da escola?

FREDY – O diálogo foi muito rápido e ocorreu em uma reunião em São Paulo, onde assinei o convênio entre a escola e o Senai de Pompeia. Na ocasião, apresentei de forma rápida a escola para o secretário, demonstrei para ele que a unidade estava crescendo de forma rápida e não tínhamos mais salas disponíveis. Ele impressionado com nosso trabalho e já passou os contatos da Fundação de Desenvolvimento da Educação, que por sua vez autorizou a ampliação do edifício.

MN – O investimento na obra de ampliação é de R$ 750 mil?

FREDY – Isso, a ampliação foi dividida em duas etapas de construção. A primeira etapa, em 2025, será a construção de quatro salas de aulas em dois andares – a parte mais cara -, pois se trata de uma fundação para quatro andares, no valor de R$ 750 mil. Na segunda etapa, em 2026, a obra contempla a construção de mais quatro salas com dois andares, em cima das quatro construídas, totalizando oito salas de aulas em quatro andares. O Estado emitiu a autorização, mas todo o processo de construção fica sendo custeado através da iniciativa privada de Pompeia, por causa da credibilidade do nosso trabalho na escola.

Luiz Frederico é diretor efetivo do Cultura e Liberdade desde 2023 (Foto: Arquivo Pessoal)

MN – Você acha que as redes sociais e celular atrapalham o ensino em sala de aula? Você é a favor de proibir celular nas escolas?

FREDY – A proibição do uso de celulares é um tema muito complicado, afinal estamos vivenciando um mundo perfeitamente tecnológico. Ainda assim, o mal uso destes aparelhos atrapalha o processo de ensino e conhecimento dos estudantes. Por causa disto, enviei um pedido ao Conselho de Escola, em caráter de urgência, para a proibição do aparelho celular nas cinco classes dos sextos anos da Escola Estadual Cultura e Liberdade, depois de os índices educacionais caírem em relação ao primeiro e segundo bimestres. O pedido foi aprovado por unanimidade pelos 41 membros do conselho. E foi notado, depois, que os índices subiram no fechamento do terceiro bimestre. A previsão para 2025 será a ampliação da proibição para os sétimos anos e a primeira série do ensino médio.

MN – O que você espera do jovem prefeito eleito de Pompeia, Diogo Ceschim (Podemos)? Qual sua expectativa do novo governo para a área da educação?

FREDY – Diogo Ceschim foi nosso professor por dois anos no Cultura e Liberdade, ministrando aulas eventuais aos estudantes. Ele já tem uma experiência no Legislativo como vereador, e agora ele terá que comandar uma cidade inteira. Competência e garra o jovem Diogo tem bastante para liderar o município e seus secretários. Estamos na torcida para a realização de uma ótima gestão.

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Ex-aluno que virou diretor, Fredy Destro mostra como levou escola ao topo do ensino

Fonte: Marilia Noticia

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